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AT 202 – Formação em Análise Transacional Organizacional – LONDRINA!

AT 202 Londrina - maio 17
AT 202 Londrina – maio 17

 

Curso de Formação de Analistas Transacionais para Área Organizacional – AT 202 – Londrina/Pr

Programa:
O Curso de Formação em Análise Transacional – AT 202, é certificado pela UNAT-BRASIL e tem por objetivo preparar o profissional para aplicar a teoria em seu campo de atividade.

Este Programa aborda:

Teoria geral da AT
Teoria específica da AT relativa à área organizacional, análise de Script, Teorias sobre organizações e grupos
Estudo comparativo da AT com outras teorias
Aplicação da teoria de AT
Ética profissional
Preparação para os exames da UNAT-BRASIL
Prática supervisionada
Workshops de Desenvolvimento

A quem se destina:
Gestores de todos os níveis da organização, consultores, profissionais da área de gestão de pessoas, facilitadores, coaches e instrutores, outros profissionais de áreas afins.

Pré requisitos:
Formação superior completa
Curso Introdutório de Análise Transacional (AT 101)

Curso Introdutório de Análise Transacional – AT 101

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A AT acredita:

a)   Na oqueidade: uma crença no potencial de cada um de sentir-se bem consigo e com o outro, de estabelecer relacionamentos saudáveis e construtivos na família, no trabalho e nos diversos grupos sociais, mesmo diante das dificuldades do dia-a-dia;

b)   Nas relações contratuais, onde cada um pode assumir sua parte de responsabilidade para o alcance de objetivos comuns;

c)   Na autonomia, que significa a possibilidade de tomar decisões conscientes, espontâneas e com capacidade de conexão verdadeira nos relacionamentos;

d)   Que nossos padrões de pensamentos, sentimentos, comunicação e relacionamentos podem ser identificadosde maneira prática e ao se tornarem conscientes, propiciam as mudanças que queremos em nós mesmos.

 Conteúdo programático do curso AT 101 – Certificado emitido pela UNAT-Brasil

  1. A perspectiva da AT: histórico e valores que fundamentam a teoria
  2. A estrutura da personalidade: Pai, Adulto e Criança e suas funções
  3. Os padrões e as formas de comunicação nas relações
  4. Posições Existenciais: as convicções das pessoas sobre si e sobre o outro
  5. Padrões de comportamento repetitivos: os Jogos Psicológicos
  6. Reconhecimento: compreendendo e lidando com esta necessidade básica
  7. A utilização do recurso Tempo Social
  8. Os padrões emocionais: emoções naturais e as aprendidas
  9. Script de vida: que decisões dirigem as escolhas das pessoas
  10. Em direção a Autonomia: fazendo escolhas conscientes e produtivas

Metodologia 

A metodologia será essencialmente conceitual, através de exposição dialogada sobre os conceitos. Terá apoio de textos, cenas de filmes e, eventualmente, alguns exercícios.

Facilitadores Certificados pela UNAT-Brasil para área Organizacional

Andreia Cechin – Fonoaudióloga CRFa 6059Pr, formada pela PUC-Pr, especialista em Voz pelo CEFAC-SP. Analista Transacional Certificada pela UNAT Brasil. Didata em Formação. Especialista em GRUPOS pela Sociedade Brasileira de Dinâmica de Grupos (SBDG). Atua com atendimento individual em Aperfeiçoamen­to de Comunicação e Expressão desde 1995 e presta Consultoria em Expressão Verbal para jor­nalismo, teatro, universidades e empresas desde 1997. Pesquisadora em Comunicação e Fisiologia das Emoções e Voz. Administradora e facilitadora de aprendizagem na ATMA Comunicação Pessoal. Consultora executiva e empresarial na área de comunicação.

e/ou

Jeffersonn Moraes-  Coach, facilitador de grupos, empresário e empreendedor. Formação em Psicologia, com especialização em Neuropsicologia, em Dinâmica dos Grupos pela SBDG/RS, em Coaching pela ABRACEM/SP. Formação em Análise Transacional (AT202), membro Didata em formação da UNAT-Brasil para a Área Organizacional. Sócio administrador da QUIRON Desenvolvimento, atua no gerenciamento de empresas desde 1990 e em consultoria em Gestão de Pessoas e em programas de treinamento e desenvolvimento nas áreas comportamental e empreendedorismo desde 1999 em empresas de variados portes e segmentos. Expertise em desenvolvimento de lideranças e equipes. Facilitador do programa Empretec. Periodicamente atua como membro voluntário da ABRH e da SBDG. Desde 2005 atua como voluntário em empreendedorismo social. Atualmente membro voluntário do Conselho Deliberativo da UNAT-Brasil. Em 2015 presidiu Congresso Brasileiro de AT.

Investimento

O valor por pessoa será de R$ 420,00 (quatrocentos e  vinte reais).

Valor especial para estudantes de graduação e sócios do clube de Comunicação Pessoal: R$ 320,00 (trezentos e vinte reais)

Próximos grupos

Curitiba:

 

Outubro: 07 e 08. Sexta das 16 às 22h e sábado das 8h30 às 17h30. Com Andréia Cechin

Novembro: De 7 a 11 de novembro, das 18h15 às 22h.

Dezembro:  02 e 03, sexta e sábado. Sexta das 14 às 21h30 e sábado das 8h30 às 17h. Com Jeff Moraes

INSCREVA-SE

Para ver  vídeos sobre AT  acesse: https://www.youtube.com/playlist?list=PLKl9ycoO_QXYvLbFcZirkNyuhxV1SxZ9V

Opinião sobre o Livro Ted Talks – O guia oficial do TED para falar em público

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Antes de ler qualquer livro sobre apresentações, ligue o senso crítico!

Esta é minha sugestão para qualquer pessoa que deseje aprender mais sobre esta forma de comunicação: verbal, expositiva e para uma platéia, ao invés de com um grupo – onde a interação é possível.

O livro citado é de Chris Anderson, o presidente e curador-chefe do TED, um verdadeiro fenômeno atual, que produz apresentações de excelente qualidade tanto em conteúdo quanto em forma. Minha opinião aqui é baseada numa análise estrutural do livro, na qual identifiquei alguns pontos úteis e alinhados com o conceito de Oratória Contemporânea, que valoriza a espontaneidade, o conteúdo e humildade do apresentador.

Na primeira seção ele aborda Fundamentos, o que já me conquistou para ver o restante. Em tempos de superficialidade e hipervalorização de assuntos rasos, é confortante saber que o que virá depois foi construído em bases conceituais e filosóficas e com uma permissão ao leitor: você pode construir sua competência comunicativa. Esta postura já quebra a mensagem construída ao longo dos séculos de que para falar em público precisaria ter algum talento ou dom especial que te diferencia dos outros seres humanos. Não! Qualquer pessoa que fala para duas ou três tem o que é necessário para falar a duas ou três mil!

O livro segue na linha de orientar o palestrante a se organizar, se experimentar e sentir-se confortável com esta tarefa de comunicar alguma mensagem, propor reflexões ou compartilhar experiência. Estes são os motivos primordiais para que alguém use a palavra diante de um público.

Alguns itens me chamaram a atenção e merecerão um estudo mais cuidadoso antes de emitir minha opinião. Um exemplo é o item sobre Persuasão. Depois de mais de 20 anos estudando comunicação, ainda não achei um argumento que me convencesse a investir energia em técnicas de persuasão, devido ao tom manipulativo que geralmente subsidia estas abordagens, Mas isto merece um novo post, depois que eu ler o capítulo.

Se você pretende ler o livro, cuidado com seção chamada No Palco. Em alguns momentos o raciocínio cai no lugar comum de dizer como deve ser ou como não deve ser, mas não diz como fazer para treinar. O risco é aumentar a lista de regras mentais que distraem e tiram a espontaneidade do apresentador. Minha opinião é que durante a apresentação, a pessoa mantenha foco no que realmente importa naquele momento: o conteúdo!

Admito que sou fã de muitas palestras do TED. No entanto, como profissional de comunicação pessoal, chamo a atenção para especificidade daquele modelo de apresentação. No dia a dia, recomendo menos rigidez, para que a cobrança excessiva pela forma não acione o Compulsor Seja Perfeito. Este mecanismo psíquico e geralmente não-consciente, provoca o efeito contrário ao desejado, como confusão, lapsos de memória ou prolixidade.

Boa leitura, com bom senso!

Ruídos da Comunicação

Qual a expectativa de uma pessoa que se coloca diante de alguém que está prestes a fazer um discurso, uma apresentação ou a condução de um trabalho em grupo?

Na atualidade, os públicos em geral buscam o conteúdo, o conhecimento e a troca de experiências. Para que isto ocorra, esperam do Facilitador de Aprendizagem a habilidade de conduzir uma apresentação ou atividade de maneira eficaz e objetiva, mesmo quando o assunto é subjetivo.

Diferentemente da época das batalhas entre oradores em arenas, na Oratória Antiga romana por volta de 70 a.C., a Oratória Contemporânea valoriza o conteúdo. Sendo assim, tudo o que tira a atenção do ouvinte para a forma, distraindo-o, é considerado Ruído da Comunicação.

Tais Ruídos variam quanto à manifestação, podendo ser auditivos, visuais ou de linguagem.

A origem deles geralmente está relacionada à Diálogos Internos que acontecem durante a apresentação e tornam-se externos aparecendo no corpo e na fala. A repetição deles produzem os vícios de gestos, palavras ou movimentos que chamam a atenção do interlocutor.

Dentre os auditivos, podemos considerar tudo o que faz barulho literal, como acessórios de vestuário (pulseiras, sapatos de salto), o som de clique de uma caneta, utilização de sons de palmas ou outros no power point, som de celular, dentre outros.

Ruídos visuais são variados, como muita informação de cores e estampas no vestuário do apresentador, excesso de estímulos em slides, movimentação sem função, gesticulação inadequada ao ambiente ou conteúdo, uso ineficaz da ponteira laser.

Na fala, aparecem com a utilização disfuncional da própria língua, como a clássica repetição de /né/, /tá/, /daí/, /ééééé/, /aaaaa/, além de gerundismo ou utilização intensa de uma palavra específica.

O primeiro passo para diminuir os Ruídos da Comunicação é ter consciência deles. Pedir feedback a alguém de confiança ou assistir filmagens das próprias apresentações são meios úteis. Ao conscientizar-se, convém escolher um objetivo por vez, para que a ansiedade em resolver não cause mais Diálogos Internos com consequentes Ruídos Externos.

Se a dificuldade persistir, uma assessoria pessoal em Aperfeiçoamento da Comunicação é uma boa opção.

O mais importante é considerar que qualquer pessoa tem condições de falar em público, pois o que interessa não é a forma ou a capacidade de “dar um show”. Se há o desejo sincero de compartilhar conhecimento ou experiência, a espontaneidade evitará cobranças pessoais desnecessárias e os envolvidos provavelmente ficarão satisfeitos.

Que motivos eu teria para participar do Clube de Comunicação?

Motivos na vida não faltam para se investir em comunicação relacional.

Quem nunca ouviu a frase: “10% dos conflitos são causados por diferença de opinião, 90% pelo tom de voz errado”? É atribuída a vários autores, então prefiro dizer que o autor é desconhecido. Na minha opinião ela tem uma certa coerência. O que me preocupa é que pode induzir as pessoas a mudarem o tom de voz sem mudar o que realmente pensam e sentem. Esta incongruência costuma levar a ajustes não-naturais do sistema vocal, provocando esforço e produção de voz que não são sustentáveis do ponto de vista fisiológico. A voz de cada pessoa reflete sua história pregressa e também seu estado momentâneo. Apenas emitir um tom “certo”, sem estar alinhado com o mundo interno me parece um tiro no pé, pois o corpo revela de outras formas os 90% de emoções relacionadas a um conflito.

Como sair desta situação aparentemente caótica?
O ideal é descobrir o que leva uma pessoa a se comunicar de uma maneira que afasta os outros, dificulta os relacionamentos, complica a resolução dos conflitos.
No Clube de Comunicação Pessoal, investimos em três aspectos: intrapessoal (mundo interno), interpessoal (relação como o outro) e grupal. É uma oportunidade de autoconhecimento na qual a auto-imagem é confrontada com feedbacks do grupo e das facilitadoras. Ou seja, Você vai refletir sobre como se vê como comunicador, como os outros te vêem, o impacto do seu “jeitão” num grupo. Ainda poderá desenvolver novas estratégias para aprimorar sua comunicação, ficando cada vez mais orientada para soluções e não para complicações.

Então, resumindo, eu diria que há no mínimo 3 grandes razões para participar do Clube de Comunicação Pessoal:

1 – Rever sua auto-imagem de falante
Como você se comunica? Quanto tem de auto-percepcão? O que sua voz e fala contam sobre quem você é?

2 – Receber feedbacks do grupo e das facilitadoras
Como lidar e aproveitar estes feedbacks? Como você é visto nas situações variadas de comunicação? Que reações você provoca ao se comunicar?

3 – Novas estratégias
As atividades de laboratório permitem desenvolver novas maneiras de solucionar problemas, influenciar o ambiente e aperfeiçoar a comunicação. O material disponível num grupo como este é transformador quando alguém se propõe a aproveitá-lo.

Então fica o convite!
Para participar do Clube, clique aqui e veja mais detalhes.

O QUE A VOZ DIZ SOBRE ALGUÉM?

O QUE A VOZ DIZ SOBRE ALGUÉM?

A Voz representa uma das extensões mais fortes da personalidade. Vários autores da Fonoaudiologia afirmam que Voz e Emoções estão relacionadas, mas desconheço algum que cientificamente aprofunde esta afirmativa.

Depois de 20 anos trabalhando com Saúde Vocal, a experiência evidencia esta correlação. Mas foi quando conheci a Análise Transacional que finalmente comecei a compreender cientificamente.

Esta teoria possui conceitos que auxiliam na compreensão desta característica tão peculiar a cada falante, com suas variações, aspectos relacionais e motivações internas de manifestação no ambiente. A maneira como o indivíduo utiliza sua Voz reflete seu funcionamento psíquico.

Voz é identidade. O fato de identificarmos e até inferirmos aspectos subjetivos de outras pessoas é um experiência diária. Ao ouvir a voz de um desconhecido ao telefone e imaginar seu biotipo ou personalidade a partir deste som, é uma habilidade que adquirimos fazendo associações ao longo da vida. De tanto ouvir vozes diferentes, de pessoas diferentes, criamos um repertório interno que identifica aspectos do outro através de COMO diz “Olá”.
“O refinamento deste processo é tal que, além de atributos mais simples como sexo, idade e procedência, chega-se a projetar, por vezes, o tipo de estrutura física, as expressões faciais e, até mesmo, a cor dos cabelos do interlocutor.” (Behlau, 1995)
No trabalho de aperfeiçoamento de comunicação e expressão verbal é comum as pessoas buscarem estratégias para conseguirem uma voz melhor projetada no ambiente em termos de “volume”, coloquialmente falando.
Há uma diferença técnica entre Intensidade e Loudness. Intensidade é um parâmetro físico que pode ser medido em decibéis e está relacionado à ação conjunta e interdependente entre a pressão da coluna aérea que vem dos pulmões, além da tensão e vibração das pregas vocais. Assim, a Intensidade é um ajuste fortemente fixado, tornando difícil sua modificação, embora seja possível com conhecimento, consciência e domínio deste processo. Loudness é a sensação psicofísica relacionada à Intensidade, ou seja, como julgamos um som, sonsiderando-o forte ou fraco. Sua medição para avaliação e acompanhamento é feita utilizando-se escalas comparativas a partir da percepção auditiva do avaliador e/ou avaliado. Mara Behlau refere-se à dimensão psicológica da seguinte forma:

“Na dimensão psicológica, a intensidade vocal é um parâmetro permitenumerosas interpretações, expressando basicamente como lidamos com a noção 19741930812_6e57d16d1e_kde limite próprio e do outro. Podemos utilizar uma voz de comando através de elevada intensidade vocal, mas por outro lado, podemos conseguir o mesmo objetivo usando uma voz em intensidade mínima, apenas colocando nossa intenção na articulação e ênfase nas palavras, o que geralmente é interpretado como mais poder, em comparação com o indivíduo que grita. No extremo positivo, uma intensidade elevada indica franqueza de sentimentos, vitalidade e energia; porém no extremo negativo indica “falta de educação” e de paciência. (…) O controle da intensidade requer a consciência da exata dimensão do outro, um refinado controle de projeção de voz no espaço. Uma intensidade fraca não atinge o ouvinte, e pode expressar pouca experiência nas relações interpessoais, timidez, medo da reação do outro ou complexo de inferioridade. Por sua vez, uma intensidade demasiadamente forte invade o ouvinte e o deixa numa situação bastante desconfortável. Pessoas com caráter invasivo e dificuldades em respeitar os limites próprios e os do próximo tendem a utilizar uma forte intensidade vocal, podendo tornarem-se indesejáveis; nesses casos, a dificuldade de atuação terapêutica deve-se ao fato de que tal modelo de emissão está profundamente enraizado e surge insconscientemente.”

Daniel R. Boone acrescenta:

“Uma voz demasiadamente forte pode sinalizar que o falante é agressivo e hostil, ou impetuoso, rude ou insensível. Uma voz demasiadamente fraca pode sugerir que o falante é tímido, indeciso, tem baixa auto-estima ou não se preocupar realmente em comunicar-se. (…) A intensidade da voz pode estar traindo suas emoções, e pode muito bem contar a história errada. A intensidade transmite a força de nossas emoções, nosso nível de confiança e se estamos ansiosos, hostis ou confortáveis com aqueles que nos cercam. Usamos a intensidade para projetarmos nossas vozes à distância, mas nosso nível de intensidade vocal também transmite a distância emocional que desejamos manter com outras pessoas. Uma voz demasiadamente alta mantém as pessoas à distância. 8312764946_ae4ff8f724_bUma voz muito suave pode sinalizar que você não deseja construir uma ponte para unir-se às outras pessoas. Precisamos variar nosso nível de intensidade vocal para diferentes distâncias físicas entre nós e nossos ouvintes, para acomodarmo-nos a diferentes níveis de ruído de fundo e para transmitirmos diferentes emoções. O problema é que muitas pessoas usam o mesmo nível de intensidade vocal o tempo todo. Elas fazem isto por uma infinidade de razões. (…) Relativamente cedo na vida, todos nos aprendemos a usar o nível de intensidade capaz de fazer com que outros façam coisas que queremos. Por exemplo, quando estamos com alguém amado, usamos uma voz suave. Quando queremos que os garotos baixem o som do estéreo, frequentemente descobrimos que uma voz forte é necessária. Em algumas situações profissionais, podemos precisar falar um pouco mais forte para acrescentarmos autoridade às nossas vozes. Contudo, algumas pessoas não têm certeza quanto ao nível de intensidade apropriada ou, por outras razões, voltam a usar o mesmo nível de intensidade. Esses níveis habituais de intensidade é que causam os problemas.”

Os dois textos citados são alguns exemplos da convergência da fonoaudiologia acerca da influência da personalidade e emoções na intensidade vocal. No entanto, não explica como isto acontece psiquicamente, apenas aponta o fenômeno. É neste ponto que a AT auxilia.
Ao avaliar alguém que busca aperfeiçoamento vocal, alguns dados de estilo de relacionamento podem levar a inferências úteis sobre a atuação dos Estados de Ego, Transações, Jogos Psicológicos, além de outros conceitos da Análise Transacional.
Em pelo menos três livros, Berne afirma que cada indivíduo tem “no mínimo três vozes diferentes, Pai, Adulto e Criança. Poderá conservar uma, ou mesmo duas delas cuidadosamente escondidas por muito tempo, porém, mais cedo ou mais tarde elas aparecerão. (…) Cada uma das vozes revela algo sobre o script.” (Olá, pág. 261, 1971) Quando Behlau refere-se ao “modelo de emissão profundamente enraizado” e Boone ao fato das pessoas comumente voltarem a utilizar o mesmo nível de intensidade que utilizavam antes do treinamento vocal, penso na possibilidade desta recidiva estar relacionada a aspectos do script.
Atualmente, ao avaliar estes clientes, pesquiso fatores relacionados a Diálogos Internos, Emoções de Disfarce, Posição Existencial, possível Contaminação ou Exclusão de Estado de Ego, manifestação de algum Comportamento Passivo ou até mesmo a ocorrência de Jogos Psicológicos.
O objetivo não é o de diagnosticar ou abordar terapeuticamente, mas obter mais informações sobre o que motiva a manifestação inadequada da Intensidade Vocal para que a intervenção seja mais eficaz e não apenas paliativa.

Utilizar exercícios vocais, respiratórios e corporais para adequação deste parâmetro de análise de Voz demonstra resultados imediatos. No entanto, a manutenção de um novo padrão precisa estar alinhado com o que o indivíduo sente, com a sua Imagem de Falante, com a Permissão Interna para ocupar seu lugar no ambiente e preenchê-lo com as ondas sonoras de sua Voz, de forma OK/OK. De posse destas informações, é possível que o cliente consiga manter um novo padrão de Intensidade Vocal, com suas variações pertinentes a cada situação de vida (palco, telefone, conversa próxima a outro, microfone, etc), com mais consistência entre a Voz que se apresenta e seus processos internos.

BERNE, Eric. Análise Transacional em Psicoterapia. São Paulo, Summus, 1961
BERNE, Eric. Princípios de Tratamento em Grupo. New York: Oxford University Press, 1966.
BERNE, Eric. O Que você diz Depois de Dizer Olá? São Paulo: Nobel, 1998
BOONE, Daniel R. Sua voz está traindo você? Como encontrar e usar sua voz natural. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.
BEHLAU, Mara; PONTES, Paulo. Avaliação e tratamento das disfonias. São Paulo: Editora Lovise, 1995.

Sobre oratória, retórica e apresentações públicas: COMUNICAR É TORNAR COMUM

Teorias sobre comunicação aparecem continuamente. Por outro lado, ao invés de mais um novo e revolucionário conceito, com neologismos e argumentos testados cientificamente, meu movimento pessoal e profissional busca a origem, a essência, o simples.

Na raiz da palavra COMUNICAR encontramos o significado “tornar comum”. No meu exercício de compreensão, entendo que comunicar é colocar ideias, informações, pensamentos e opiniões à disposição do Outro. Compartilhar.

Imagine duas pessoas ou uma pessoa e sua plateia. Há um espaço entre elas. Cada uma coloca ali seus conteúdos com a intenção de que a outra receba, compreenda e corresponda a alguma expectativa, que pode se concretizar numa ação, por exemplo. No entanto, o que poderia ser simples assim, começa a complicar quando características pessoais tanto do emissor quanto do receptor interferem nesta dinâmica.

Experiências de vida, crenças, jeitos de dizer, sotaques, maneirismos, gírias, repertório acadêmico, diálogos internos, modelo mental, habilidades relacionais, conhecimento de mundo, conhecimento de si mesmo, etc., são fatores que podem causar ruídos e prejudicar tanto a emissão quanto o entendimento da mensagem. Paradoxalmente, são estas mesmas características que compõem nossos recursos internos para “limpar” a comunicação.

Esta reflexão me ajuda a trabalhar com Desenvolvimento de Comunicação Pessoal nos cursos de oratória, na consultoria para preparação de apresentações e no coaching individual. Auxilia o cliente a identificar os ruídos que aparecem, além de seus recursos internos e exercitar pontualmente o que tem utilidade, ao invés de um pacote pronto servido a todos.

Acredito que o principal recurso que um Apresentador, Orador ou Facilitador de aprendizagem possui é ele mesmo! Se colocar seus talentos à disposição da comunicação, conseguirá integrar conhecimentos e compartilhá-los naturalmente, com eficiência e espontaneidade.

Desejo que minhas ideias sobre comunicação tenham se tornado comuns entre nós!

Andreia Cechin